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Setembro

Economia > 2019

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O Banco Central, conforme esperado pelo mercado, cortou os juros em 0,50% na reunião de setembro, atingindo a nova mínima histórica de 5,5% ao ano. Na ata divulgada após a reunião, a diretoria sinalizou que há espaço para cortes adicionais, dado que as projeções de inflação futura seguem abaixo das metas, tanto de 2019 (+4,25%), como de 2020 (+4%); e a recuperação da atividade econômica segue em um ritmo bem lento. A inflação deste ano deve ficar próxima a +3,7% e as previsões para o PIB estão todas abaixo de +1%.

As apostas para as duas reuniões remanescentes do COPOM neste ano, estão concentradas em dois cortes de 0,50%. Caso se confirmem, os juros fecharão o ano em +4,5%. Uma situação inédita no país, em que os juros reais (juros menos a inflação) estarão próximos a zero, dado que a previsão de inflação para o ano que vem está em torno de +3,7%.

A expectativa é que com os juros baixos, a retomada da economia ganhe impulso principalmente via consumo e aumento do crédito. A liberação de R$ 40 bilhões do FGTS vai corroborar esse movimento.

A aprovação da reforma da previdência no Senado, deve ser concluída em outubro. A expectativa é que destrave a agenda de outras reformas, como a tributária, que darão suporte à recuperação econômica.

Internacional:

Apesar do arrefecimento recente na disputa entre EUA e China, o cenário externo segue desalentador. O presidente dos EUA tem dois bons motivos, para buscar um tom mais conciliador nos pronunciamentos: abertura do processo de impeachment contra ele e as eleições presidenciais de 2020.

Nesse contexto o Federal Reserve (FED), o banco central americano, reduziu os juros em 0,25%, levando a banda para 1,75% a 2%. O desemprego está em 3,5%, o mais baixo nos últimos 50 anos. Apesar disso, a inflação teima em se manter abaixo da meta de 2%.

Na Europa os dados de atividade e inflação seguem fracos. Recessão no setor manufatureiro e recentemente sinais de contágio no setor de serviços. O BCE (banco central europeu) anunciou nova redução dos juros e também a retomada, sem prazo para acabar, das injeções de liquidez, via compra de títulos, da ordem de 20 bilhões de euros mensais. A inflação na região está em torno de 1%, ainda bem distante da meta de 2%.

Na China os dados de atividade também vieram bem fracos. A produção industrial está no nível mais baixo dos últimos 10 anos. No entanto a expectativa é que o PIB permaneça acima de 6% em 2019.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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