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Outubro

Economia > 2019

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O Banco Central, conforme esperado pelo mercado, cortou novamente os juros em 0,50% na reunião de outubro, atingindo a nova mínima histórica de 5% ao ano. A sinalização do BC é de um novo corte de juros, da mesma magnitude, na última reunião do ano, que ocorrerá em dezembro. Fecharíamos 2019 com juros em 4,5% ao ano. Diante das revisões para baixo das previsões de inflação, muitos economistas acreditam que o ciclo de cortes terá continuidade em 2020 e que os juros podem chegar a 4% ao ano.

As projeções de inflação para 2019, estão em torno de 3,30%, bem distante da meta de inflação de 4,25%. As projeções para 2020 estão em torno de 3,60%, também com folga para a meta inflacionária de 4%. O Conselho Monetário Nacional definiu as metas inflacionárias para o biênio 2021/2022, que são respectivamente 3,75% e 3,5%.

Estamos vivendo um momento único do país nesse sentido, dado que juros e inflação nesses patamares, tendem a ser catalisadores positivos para PIB’s mais expressivos nos próximos anos. Para este ano as previsões seguem tímidas, com a maioria apostando em crescimento abaixo de 1%. Para 2020 as previsões mais otimistas apontam para crescimento entre 2,5% e 3%.

A aprovação da reforma da previdência no Senado, foi concluída em outubro. Passo importante para a consolidação fiscal e evolução da agenda de reformas complementares.

Internacional:

Em outubro, arrefeceram os dois principais temas externos que vêm trazendo volatilidade para os mercados: guerra comercial sino-americana e Brexit.

Em relação à guerra comercial, os sinais mais recentes são de algum tipo de acordo no curto prazo. Já está claro que esse processo será moroso, mas pelo menos o que se viu nas últimas semanas, foi um pouco mais de boa vontade de ambas as partes.

Quanto ao Brexit, parece cada vez mais improvável uma saída sem acordo, como gostaria o primeiro ministro britânico, Boris Johnson, do Partido Conservador.

Novamente o Federal Reserve (FED), o banco central americano, reduziu os juros em 0,25%, levando a banda para 1,50% a 1,75%. Não está claro se o FED dará sequência ao ciclo de cortes, na próxima reunião em dezembro. O presidente do FED, Jerome Powell, condicionou os próximos movimentos, mediante a análise das metas de crescimento e inflação.

Vale notar que apesar da melhora momentânea do ambiente externo, o cenário segue desafiador em termos de crescimento global. Apesar de vários países já terem cortado juros nesse ano, os índices de manufaturas das principais economias seguem desapontando. O sentimento é de um esgotamento da eficiência da política monetária praticada pelos bancos centrais. Ao que tudo indica, também serão necessários estímulos fiscais, para a retomada do crescimento global.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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