Visual4 - agregando pessoas e solucoes

Pesquisar

Ir para Conteudo

Marco

Economia > 2020

Local:

A disseminação global do vírus também teve forte impacto econômico no Brasil. O governo está atuando através de vários canais, tais como Banco Central, Tesouro Nacional e BNDES, para oferecer desde linha de crédito para empresas médias e pequenas, como também auxílio emergencial para os trabalhadores informais, que recebem até meio salário mínimo.

O mês de março foi caótico para os ativos financeiros. O dólar subiu 15% e a Bolsa caiu 30%. Trata-se do pior trimestre da história da Bolsa brasileira.

Durante o mês, o mecanismo de “circuit breaker” foi acionado seis vezes! No caso brasileiro, as negociações são interrompidas quando o principal índice da Bolsa cai 10%. As duas últimas vezes que o mecanismo entrou em ação, foram em maio de 2017, no evento conhecido como “Joesley Day” e no longínquo ano de 2008, na crise do subprime nos EUA.

Na última reunião do COPOM, o colegiado cortou os juros em 0,5%, levando para os atuais 3,75% ao ano. Devido ao confinamento e a paralisação de diversos setores, que surtiram efeito desinflacionário, o IPCA está sendo novamente revisado para baixo. As estimativas que estavam em torno de +3%, agora estão mais próximas a +2%, quiçá menos, para 2020. As previsões para o PIB também foram bruscamente revisadas de +1% para -4%.

Diante desse cenário, é provável que o Banco Central faça um novo corte de juros na próxima reunião. A maioria dos economistas espera mais um corte de 0,5%, o que levaria a taxa Selic para inimagináveis 3,25% ao ano.

Em paralelo ainda temos um cenário político bem complexo, com conflitos diários entre os principais líderes do país.

A nosso favor temos a certeza que todas as crises passam... e a nossa expectativa é que o segundo semestre seja menos nebuloso, para que as pessoas retomem suas vidas, suas atividades... e que a economia volte a funcionar e uma consequente normalização dos mercados.

Internacional:

No último mês a pandemia do coronavírus se alastrou pelo mundo e já são mais de um milhão de pessoas infectadas. O número de óbitos está em torno de oitenta mil, em um triste ranking liderado pela Itália, seguido pelos EUA e a Espanha logo atrás.

Trata-se da maior crise sanitária mundial já vivenciada, após as guerras mundiais. A orientação da OMS e adotada pela grande maioria dos países, foi de rígido isolamento social na tentativa de conter o avanço do vírus. A consequência dessa medida consciente, foi um congelamento global das atividades econômicas. O confinamento gerou tanto um choque de oferta como de demanda. Quedas colossais na produção e no consumo.

Todos os segmentos estão sendo afetados, mas para alguns, tais como turismo e aviação, o cenário é catastrófico. O setor de varejo e serviços também está sendo brutalmente atingido.

A pandemia acrescida da crise do petróleo, devido à guerra de preços travada entre Rússia e Arábia Saudita, criou um verdadeiro cenário de filme de terror. A pandemia gerou um colapso dos ativos financeiros ao redor do mundo. Nos EUA foram acionados dois circuit breaker ao longo de março. Esse mecanismo permite a interrupção na negociação dos ativos por um tempo determinado. É uma “pausa forçada” para tentar impedir quedas ainda mais bruscas. Nos EUA o mecanismo é acionado quando o índice cai 7% no dia.

A reposta das autoridades monetárias mundiais foi rápida. É hora de usar todo o arsenal disponível, tanto para salvar vidas, como para “reanimar” a economia global. Estímulos monetários e fiscais estão sendo providos. Bancos Centrais ao redor do mundo seguem reduzindo juros e implementando programas de compra de ativos. Pacotes de expansão fiscal, da ordem de 10 a 15% dos PIB’s, também já foram anunciados, com o intuito de fortalecer os sistemas de saúde e mitigar os efeitos negativos sobre empresas e pessoas.

A estimativa inicial é que o PIB dos EUA tenha contração de 5% neste ano, enquanto que na Europa pode chegar a 8%. A incerteza ainda é muito grande. Algumas notícias positivas recentes, foram o retorno gradual ao trabalho na China com a estabilização do avanço do vírus e aparentemente na Europa o número de óbitos diário parou de aumentar.

A expectativa é que tenha algum nível de normalização das atividades no segundo semestre deste ano.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

Principal | Economia | Mapa do Site


Sub-Menu:


Retornar o conteudo | Retornar o menu principal