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Maio

Economia > 2019

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O cenário político segue monotemático e volátil. A reforma da previdência permanece como tema principal. Um cronograma otimista prevê a aprovação na Comissão Especial, para antes do recesso parlamentar, em meados de julho. A votação na Câmara dos Deputados ficaria para setembro. A conclusão no Senado ocorreria no final do ano.

Maio começou no mesmo tom de abril, ou seja, pouca articulação política e muita incerteza. Na segunda quinzena, uma reunião com os presidentes do país, da Câmara dos Deputados, do Senado e do STF, mudou, para melhor, o ambiente político. O sentimento foi que os políticos decidiram alinhar os discursos, em um sentido pró reformas.

No lado econômico, os dados de atividade permanecem muito fracos. Seguem as revisões baixistas para o PIB deste ano. No começo do ano, a maioria dos economistas previa uma alta em torno de 2,5%. O primeiro semestre ainda nem terminou, e a previsão de alta de 1% já é considerada otimista. A demanda doméstica segue decepcionando. Reflexo do baixo nível de confiança dos consumidores. O cenário inflacionário segue benigno, com previsão de alta de 3,9% para o fechamento do ano. Ainda bem abaixo da meta de 4,25%, mas próximo à meta de 4% para 2020.

Neste cenário, aumentam as chances do Banco Central, em algum momento do segundo semestre, reduzir a taxa de juros, para tentar estimular a economia.

Internacional:

No cenário externo, durante o mês de maio, o nível de tensão devido às guerras comerciais protagonizadas pelo presidente Trump, atingiu patamares mais elevados. Além das novas ameaças feitas à China, Trump incluiu o México na sua mira. Nesse caso as ameaças são por conta do fluxo migratório para os EUA.

Difícil prever como terminarão ambos os imbróglios. A perspectiva é que gerem mais volatilidade nos mercados e principalmente, aumentem o risco de desaceleração global e recessão.

Os dados econômicos nos EUA, após a surpresa positiva do PIB no 1º trimestre (+3,2%), decepcionaram em maio. Os indicadores de varejo, industrial e mercado de trabalho, mostraram desaceleração. A combinação de dados mais fracos, com a elevação da incerteza por conta das guerras comerciais, favorece o posicionamento cauteloso do FED, assim como dos bancos centrais europeus. A expectativa é que possam ocorrer cortes de juros e adoção de novos estímulos monetários, para conter a desaceleração global em curso.

Na Zona do Euro teve a renúncia da ex primeira ministra Theresa May, que sucumbiu após não chegar a um acordo em relação ao Brexit. A expectativa é que o novo líder terá uma postura mais radical em relação ao tema. Este é mais um fator de incerteza, que deve impactar negativamente o crescimento global.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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