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Junho

Economia > 2019

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A articulação política finalmente engrenou, coordenada sobretudo pelo presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, que assumiu o protagonismo na reta final, com o intuito de costurar as alianças necessárias para se atingir os 308 votos necessários, para a aprovação da reforma da previdência. A opinião pública e o consenso, entre a maioria dos políticos, da necessidade de equilibrar as contas públicas, foram cruciais para a célere evolução do cronograma nas últimas semanas.

A expectativa, que até o mês passado, era de aprovação apenas na Comissão Especial antes do recesso de julho, mudou nas últimas semanas. Segundo as estimativas do Rodrigo Maia, o governo já teria mais de 330 votos a favor da reforma. Dito isso, a expectativa é que a aprovação no plenário, já ocorra antes do recesso parlamentar, marcado para o dia 18 de julho.

Os dados de atividade econômica seguem muito fracos, com elevada capacidade ociosa das empresas. A taxa de desemprego permanece muito alta, ainda em torno de 12%. As estimativas do PIB deste ano continuam sendo revisadas para baixo. Muitos economistas já acreditam que o crescimento ficará em torno de +0,6%. A inflação continua benigna, com estimativas em torno de +3,6%, bem abaixo da meta +4,25%.

Neste cenário de aprovação iminente da reforma da previdência, aliado a um cenário externo de viés de queda de juros, aumenta consideravelmente a probabilidade do início do ciclo local de cortes de juros. As apostas estão concentradas em um ciclo de 150 bps promovido pelo BC. Se confirmadas, os atuais juros de 6,5% ao ano, chegariam, no final do ciclo, em 5% ao ano. E se a reforma for aprovada antes do recesso parlamentar, o primeiro corte de 50 bps já deve ocorrer na próxima reunião do Copom, em julho.

Internacional:

O nível de atividade global segue o processo de desaceleração. Os dois fatores principais são: guerra comercial e o fim dos fortes estímulos fiscais dos bancos centrais. A consequência é a queda relevante do comércio global.

Não menos atenuantes são os riscos geopolíticos, agravados recentemente devido a um novo imbróglio entre os EUA e o Irã. Também aumentou a incerteza em relação ao Brexit, com a chegada do novo primeiro ministro britânico, aparentemente mais propenso a aceitar uma saída sem acordo do bloco.

Diante desse cenário, o FED (banco central dos EUA) liderou um discurso dovish em relação aos juros, ou seja, de tendência de queda. Vários outros bancos centrais, incluindo o Banco Central Europeu, devem seguir nessa linha, renovando os estímulos monetários e incentivos fiscais, para fazer frente à situação anêmica da economia global.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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