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Julho

Economia > 2019

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A reforma da previdência foi aprovada em primeiro turno, com número expressivo de votos, antes do recesso dos parlamentares, no meio de julho. No começo de agosto foi aprovada em segundo turno na Câmara dos deputados e agora a PEC segue para o Senado, aonde deve ser aprovada até o final de setembro. A expectativa é uma economia, para os cofres públicos, de R$ 930 bilhões ao longo dos próximos dez anos.

O entendimento é que passada esta reforma, uma extensa agenda entrará em curso, impactando positivamente a economia: leilão do excedente da cessão onerosa do pré sal, reforma tributária, liberação do FGTS e PIS/PASEP, privatizações (aeroportos, portos, ferrovias e rodovias).

Apesar do otimismo para o futuro, o momento atual ainda é de atividade muito fraca da economia, desemprego elevado, capacidade ociosa das empresas e nível de confiança baixo, tanto dos empresários como dos consumidores. As previsões para o PIB deste ano estão em torno de +0,70% e para 2020 próximas a +2,5%. O cenário inflacionário segue benigno. As previsões para os IPCA’s deste ano e do ano que vem, seguem abaixo das respectivas metas: +4,25% (2019) e +4% (2020).

Diante desse cenário e também influenciado pelos fatores externos, o COPOM decidiu em sua reunião de julho, reduzir os juros de 6,50% para 6% ao ano. Boa parte dos economistas acredita que o ciclo total de queda será de 150 bps, ou seja, terminaríamos o ano com os juros em 5%.

Internacional:

O cenário global de desaceleração, não só permanece como se intensificou. Guerras tarifárias e tensões geopolíticas seguem contribuindo para este movimento. No início de agosto, o presidente dos EUA anunciou nova tarifa de 10% sobre USD 300 bilhões em produtos da China. A medida entrará em vigor a partir do início de setembro.

A atividade manufatureira da maioria dos países vem desacelerando há meses. Diante desse quadro, diversos bancos centrais estão adotando políticas monetárias expansionistas, seja via redução das taxas de juros, ou através de novos estímulos fiscais, como a China.

Em sua reunião de julho, o banco central dos EUA, pela primeira vez desde a crise de 2008, reduziu os juros em 25 bps. A banda de juros saiu de 2,25 a 2,50, para 2 a 2,25. Em seu comunicado pós reunião, não ficou claro se foi um ajuste pontual, ou o início de um ciclo de cortes. A decisão foi influenciada pelos dados de atividade e também pelo presidente Trump, que em um cenário de economia pujante, com juros estimulativos, pavimenta a estrada rumo à reeleição em 2020.

Na Zona do Euro, o BCE, com Mario Draghi em seus últimos atos como presidente, sinalizou corte de juros iminente e também retomada do programa de compra de ativos, conhecido como quantitative easing. Ele será substituído por Christine Lagarde, ex diretora do FMI, que deve seguir na mesma linha do atual presidente.

Na China o maior risco vem da guerra comercial com os EUA. Alguns analistas acreditam que o país pode ter o PIB reduzido em até 1% por conta das retaliações, ameaçando a meta de crescimento de 6% para este ano. As consequências seriam bem negativas para o Brasil, dado que é o nosso principal parceiro comercial.

No Reino Unido, o novo primeiro ministro Boris Johnson já sinalizou que concluirá o Brexit, com ou sem acordo com a comunidade europeia. Provavelmente mais uma questão a impactar negativamente o comércio global.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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