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Janeiro

Economia > 2020

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No cenário político o mês foi de pouca novidade ainda por conta do recesso parlamentar. A expectativa é que a PEC Emergencial, que pretende reduzir gastos públicos adotando medidas tais como redução salarial de servidores, seja aprovada nesse ano. As reformas administrativas e tributárias devem ser postergadas para 2021.

A inflação oficial de 2019 (+4,31%) ficou um pouco acima da meta de 4,25%. O combustível e principalmente a carne, devido à gripe suína na China, foram as razões desse repique em dezembro, quando o IPCA subiu +1,15%. Apesar dessa alta e da desvalorização cambial, as projeções inflacionárias seguem benignas para este ano e estão em torno de +3,60%, portanto ainda abaixo da nova meta de +4%.

Esse cenário inflacionário benigno aliado aos dados da indústria mais fracos, reportados nos últimos meses, foram determinantes para a decisão do Banco Central em sua última reunião (já em fevereiro) do COPOM, que optou por reduzir em 0,25% os juros básicos da economia, que agora estão em 4,25% ao ano. Mais uma vez a mínima histórica foi renovada.

O BC sinalizou que não fará mais cortes nos juros no curto prazo. Parece coerente, até porque as metas inflacionárias futuras cairão ano após ano. Em 2020 é 4%, 2021 é 3,75% e 2022 é 3,5%. Se o desemprego começar a cair e a atividade econômica reagir, é provável que em algum momento o BC precise subir os juros novamente, para controlar a inflação e ficarem próximo à meta.

Internacional:

Em dezembro passado, os dois temas que geraram bastante volatilidade ao longo de 2019, Brexit e guerra comercial sino americana, arrefeceram e trouxeram otimismo para os mercados. No entanto, outros dois novos temas surgiram no começo de 2020. O primeiro foi a tensão criada entre EUA e Irã, devido ao assassinato, autorizado pelo presidente Trump, do general iraniano Soleimani. Aparentemente essa questão não será escalada, ou seja, não deve trazer mais impactos para os mercados globais.

Por outro lado, o segundo tema que é a epidemia do coronavírus segue firme no radar e trazendo bastante volatilidade, devido às incertezas quanto à sua extensão, gravidade e impacto sobre a economia global, em especial a Ásia e mais particularmente a China. Dado que se trata da segunda maior economia do mundo, caso a China desacelere, o “efeito dominó” atingirá seus principais parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

As eleições presidenciais nos EUA entraram definitivamente no radar, com o início das primárias do Partido Democrata, para definir quem enfrentará Donald Trump. Esse tema deve trazer bastante volatilidade ao longo do ano, principalmente se Bernie Sanders ou Elizabeth Warren forem o candidato democrata, dado que ambos representam um risco para os mercados, por serem menos moderados que Joe Biden, a terceira opção dos democratas.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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