Visual4 - agregando pessoas e solucoes

Pesquisar

Ir para Conteudo

Fevereiro

Economia > 2019

Local:

A reforma da previdência, ao longo de fevereiro, permaneceu como tema principal no noticiário político econômico. A nota negativa é que agora a PEC começa o processo de tramitação do zero, ou seja, na melhor das hipóteses a reforma será aprovada no início do segundo semestre. Quanto maior o prazo, maior a chance de desidratação, ao longo dos meses, da proposta original. A equipe econômica fez a sua parte ao apresentar uma proposta mais abrangente.

Agora cabe aos principais articuladores do governo, a habilidade política para ajustarem os detalhes, até chegarem ao projeto final que será votado na Câmara.

Por outro lado, a proposta do atual governo é mais robusta do que se esperava. A expectativa é que ao longo dos próximos 10 anos, gere uma economia de mais de R$ 1 trilhão para os cofres públicos.

No mês passado também ocorreu a transição no comando do Banco Central. Roberto Campos Neto assumiu o posto que era do Ilan Goldfajn e manteve o discurso de continuidade da política que vinha sendo praticada. Ilan se despede com os juros nas mínimas históricas (6,5% ao ano) e com a inflação sob controle e abaixo da meta (4,25% ao ano).

Diante de dados de atividade ainda bem fracos e elevada taxa de desemprego, começa a aumentar o número de economistas que apostam em queda de juros ao longo do ano. No entanto, a maior parte deles condiciona tal redução à aprovação da reforma da previdência.

Internacional:

No cenário externo, os dados de atividade e inflação seguem surpreendendo negativamente. A desaceleração global segue de maneira disseminada pelos continentes. Os Bancos Centrais, ao redor do mundo, mantiveram o discurso de manutenção de juros baixos. Austrália e Canadá se pronunciaram nesse sentido. BC’s de outras regiões mais afetadas, tais como Zona do Euro e China, informaram inclusive que adotarão novos estímulos monetários.

O Banco Central Europeu já confirmou que não elevará os juros em 2019. O FED, além de manter o discurso que não tem pressa para fazer novos movimentos nesse sentido, sinalizou que deve terminar, ainda esse ano, a redução do seu balanço. Os EUA se encontra em outro patamar, apesar dos dados mais fracos recentes. O nível de desemprego está nas mínimas históricas e a inflação está em torno da meta de 2% ao ano. O Banco Central Americano resolveu aguardar, até para não ir na contramão de um mundo sem juros.

O imbróglio comercial entre a China e os EUA ganhou uma pausa momentânea. Março chegou e não ocorreu a taxação adicional em cima de USD 200 bilhões de produtos chineses. Seguem as negociações entre as partes. Este tema deve perdurar, no mínimo, ao longo do primeiro semestre, trazendo volatilidade para os mercados.

No Reino Unido, a indefinição a respeito do Brexit, tende a ser outro foco de volatilidade no primeiro semestre. A incerteza é grande em relação às condições de saída da UE e se de fato ela ocorrerá.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

Principal | Economia | Mapa do Site


Retornar o conteudo | Retornar o menu principal