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Fevereiro

Economia > 2020

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A recuperação econômica já vinha demonstrando fragilidade desde o começo do ano. Os dados de atividade decepcionando, apesar dos índices de confiança crescentes. Os economistas já vinham revisando para baixo o PIB deste ano. A disseminação do coronavirus, se alastrando por diversos países, na segunda metade de fevereiro, foi um golpe duro para a economia global.

Empresas brasileiras que dependem de componentes fabricados na China, se viram obrigadas a dar férias coletivas, devido à paralisação de várias indústrias chinesas. A tendência é que novas revisões para baixo do PIB, ocorram em breve.

O Banco Central havia sinalizado que não reduziria mais os juros, que estão em 4,25% ao ano. No entanto, com a mudança brusca de cenário, por conta da epidemia, é possível que na reunião da próxima semana, façam novo corte nos juros, para tentar estimular a economia. Alguns economistas inclusive já estão considerando inócua essa decisão. Argumentam que nesse momento, em um cenário de grande incerteza, não vai ser outro corte que vai impulsionar a economia. E por outro lado, quanto menor os juros, maior a chance de continuar a fuga de capitais, desvalorizando ainda mais o real.

O cenário inflacionário segue benigno, porém por um péssimo motivo. Desemprego ainda muito elevado, em torno de 11%, consumo baixo e agora essa incerteza em relação à desaceleração global. As expectativas para o IPCA deste ano estão em torno de +3,30%, bem distante da meta de 4%.

O cenário político local também não está animador. Seguem os atritos entre os poderes Executivo e Legislativo. Tal cenário é negativo para o avanço das reformas necessárias.

Internacional:

O noticiário em fevereiro foi dominado pelo coronavírus. No final de semana antes do Carnaval, foram constatados diversos casos da epidemia em vários países. O alastramento derrubou as bolsas ao redor do mundo e trouxe muita volatilidade para os mercados. A paralisação das indústrias na China, gerou um “efeito dominó” na cadeia produtiva global.

Em resposta ao cenário de incerteza, o banco central dos EUA foi o primeiro a agir. Em uma reunião extraordinária decidiu cortar os juros em 0,50%, levando a banda para a faixa entre 1% e 1,25%. A expectativa é que tenha um novo corte de 0,50% na próxima reunião do FED.

Os ministros das finanças dos países do G7 (EUA, Alemanha, Itália, Japão, França, Reino Unido, Canadá) já se pronunciaram, informando que utilizarão todas as ferramentas disponíveis, inclusive estímulos fiscais, para conter o impacto econômico da epidemia.

Outro fator, já na primeira semana de março, elevou ainda mais a volatilidade nos mercados. O não acordo entre Rússia e Arábia Saudita em relação à oferta e preço do barril de petróleo, fez com que os preços despencassem 30%. A Arábia Saudita reduziu o preço do barril em aproximadamente 9 dólares e também anunciou que vai aumentar a produção dos atuais 9.7 milhões de barris/dia, para 10 milhões, podendo produzir a capacidade máxima de 12 milhões/dia.
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Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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