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Dezembro

Economia > 2019

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O impacto negativo nos preços dos ativos locais no mês de novembro, foi revertido em dezembro, tanto por notícias positivas internas como externas. Os dados econômicos estão começando a reagir positivamente. A economia vem ganhando tração de maneira gradual e os principais pilares dessa recuperação são: aumento exponencial do crédito, investimento crescente com destaque para a construção civil e expectativa de queda do desemprego ao longo de 2020. O consumo das famílias é parte importante dessa retomada e foi impulsionado com a liberação recente do FGTS.

Os indicadores de atividade e confiança estão surpreendendo de maneira favorável. Diante desse cenário os economistas estão revisando, para cima, tanto as projeções do PIB 2019, assim como deste ano. Para o ano passado os novos valores estão em torno de +1,2%, enquanto que para 2020, as projeções estão próximas a +2,5%.

Apesar do choque inflacionário recente e pontual, devido principalmente à disparada do preço da proteína animal, por conta da febre suína na China, o COPOM em sua última reunião do ano, decidiu reduzir os juros para 4,5% ao ano. A inflação oficial de 2019 medida pelo IPCA, fechou em 4,31%, um pouco da meta de 4,25%. No entanto as previsões para 2020 seguem abaixo da nova meta de 4%.

Diante desse cenário inflacionário benigno, é possível que na próxima reunião do COPOM, que acontecerá em fevereiro, os membros da diretoria do BC decidam reduzir os juros para 4,25% ao ano. Economistas mais otimistas acreditam que a taxa terminal da Selic possa chegar a 4% ao longo de 2020.

Internacional:

Em dezembro dois dos principais temas internacionais, que dominaram o noticiário ao longo do ano, tiveram evolução positiva. O destaque ficou por conta do arrefecimento da guerra comercial entre os EUA e a China. A expectativa é que assinem, ainda em janeiro, a primeira fase do acordo que prevê a retirada de parte das tarifas atualmente em vigor.

Em segundo plano, mas também importante, está a perspectiva de um desfecho mais favorável em relação ao Brexit no Reino Unido. A vitória esmagadora do Partido Conservador do primeiro ministro Boris Johnson, garantindo a maioria absoluta no Parlamento, deve facilitar a conclusão do processo.

O FOMC em sua última reunião do ano, resolveu manter os juros dos EUA inalterados. Seguem portanto na banda entre 1,50% e 1,75%. O PIB deve fechar próximo a +2%, enquanto a inflação ficará próxima a 1,6%, abaixo da meta de 2%.

Esta também é a meta inflacionária do Banco Central Europeu, que segue bem distante da atual realidade de 1,3%. É provável que o ECB adote estímulos fiscais, além dos monetários já existentes, ao longo de 2020, para fomentar a retomada econômica.

Com a virada do ano, as eleições presidenciais nos EUA entraram definitivamente no radar. Por enquanto os analistas políticos estão monitorando as intenções de voto dos candidatos democratas. Joe Biden, tido como menos radical, é quem lidera no momento. No entanto existe uma preocupação em relação a uma possível reação da candidata mais radical, Elizabeth Warren.

A escalada recente das tensões geopolíticas entre o Irã e os EUA, devido ao assassinato do general iraniano Soleimani, também é fonte de preocupação.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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