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Agosto

Economia > 2019

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O cenário de desaceleração global e incerteza política crescente, trouxe bastante volatilidade para os ativos no mês de agosto. Por mais que estejamos em um ciclo de queda de juros e exista uma agenda econômica positiva adiante, o Brasil não é uma ilha isolada. Portanto, o país vem sofrendo não só com as próprias mazelas, tais como desemprego elevado e nível de atividade econômica ainda muito baixo, mas também com o “vento contra” externo: guerra tarifária entre os EUA e China, Brexit e crise na Argentina.

O destaque do mês foi a forte desvalorização do real perante o dólar (-9,92%), mesmo com a atuação do Banco Central, que atuou na ponta vendedora da divisa norte americana ao longo do mês, com o objetivo de suavizar o movimento. Consequência das incertezas quanto ao futuro da economia global. Nesses casos os investidores migram para o porto seguro, para a moeda forte: o dólar. Outro ativo muito procurado nesse cenário é o ouro, que valorizou 6,8% em agosto e já sobe 18,8% no ano.

Apesar da forte valorização do dólar, as expectativas para a inflação deste ano não se alteraram. Como a atividade e o consumo estão muito fracos, esse repasse do câmbio não está chegando no consumidor final. Inclusive alguns economistas revisaram para baixo a projeção do IPCA deste ano. As apostas estão em torno de +3,5%.

A notícia positiva foi o resultado, melhor do que o esperado, do PIB do 2º trimestre: +0,4%. Os destaques ficaram por conta do investimento e dos setores de construção civil e agrícola. A expectativa é que o consumo comece a reagir no 2º semestre. As projeções para o PIB deste ano permanecem em torno de +0,8%.

A expectativa é que o COPOM corte 0,5% nos juros, na reunião em setembro. Caso se concretize, os juros atingirão um novo patamar mínimo histórico: +5,5% ao ano.

Internacional:

No cenário externo a escalada das tensões entre os EUA e a China, segue como tema central e catalisador de uma possível recessão global. Os principais bancos centrais estão dando sinais de afrouxamento monetário, na tentativa de reverter o anêmico quadro econômico. Permanece a dúvida quanto à eficácia de tais políticas, dado que as injeções de liquidez têm sido frequentes, sem um retorno consistente por parte da atividade. Sem muito espaço na política monetária, provavelmente veremos alguns países adotando medidas fiscais, para estimular a economia.

A expectativa é que o FED reduza novamente os juros na reunião de setembro. Parece iminente o anúncio de um novo pacote de estímulos por parte do Banco Central Europeu, dado que a inflação na região segue em torno de +1%, ainda bem distante da meta de 2%.

A Alemanha teve dois trimestres consecutivos de contração do PIB. A produção industrial na China está no nível mais baixo dos últimos anos. No Reino Unido segue a incerteza quanto à conclusão do Brexit.

Na Argentina, nosso principal parceiro comercial no continente, a crise parece ser constante. As pesquisas dão como certa a vitória, em outubro, do candidato da oposição Alberto Fernandéz. A notícia gerou grande desvalorização do peso, obrigando o governo a renegociar a sua dívida externa e impor controles de capital.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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