Visual4 - agregando pessoas e solucoes

Pesquisar

Ir para Conteudo

Abril

Economia > 2019

Local:

A reforma da Previdência segue como tema principal. No mês de abril foi finalmente aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O próximo passo é a aprovação na Comissão Especial, um pouco antes do recesso parlamentar em julho, quando novas concessões devem ocorrer. Nesse ritmo, em um cenário otimista, a votação na Câmara dos Deputados só acontecerá no final do terceiro trimestre. A aprovação final no Senado só ocorreria no final do ano.

É fato que o cronograma está atrasado e a articulação política anêmica. O governo continua sem base no Congresso e atuando de forma lenta e ineficiente.

A lentidão no processo está impactando negativamente os indicadores de confiança. Os analistas seguem revisando para baixo as estimativas do PIB deste ano.

Como escrito anteriormente, as estimativas que já ficaram acima de 2%, agora estão próximas a 1%. A diferença é que há pouco tempo, as revisões eram pontuais. Agora já existe um consenso em relação ao crescimento frustrante.

Já na primeira semana de maio, o COPOM decidiu manter os juros nos atuais 6,5% ao ano. Tanto os dados de atividade, como os de desemprego, sugerem que há espaço para cortes adicionais nos juros, com a finalidade de estimular a economia. No entanto prevaleceu a cautela da diretoria do Banco Central, que preferiu aguardar os próximos capítulos da novela da reforma da previdência.

Internacional:

Nos EUA o PIB do primeiro trimestre surpreendeu positivamente, subindo +3,2%. O nível de atividade segue forte e a geração mensal de emprego também. Em abril foram criados 263 mil novos postos de trabalho. A taxa de desemprego saiu de 3,8% para 3,6%, nível mais baixo desde a década de 60. No entanto, a inflação desacelerou e agora está rodando abaixo da meta de 2% ao ano. Diante desse cenário, o FED manteve o discurso de cautela e informou que qualquer mudança de patamar nos juros, dependerá do cenário prospectivo.

Em relação à guerra comercial entre os EUA e a China, que vinha caminhando para um desfecho positivo, teve reviravolta recente, com a decisão do presidente Trump em taxar imediatamente USD 200 bilhões de produtos chineses. A China informou que haverá retaliação.

A China anunciou dados de atividade mais animadores. Aparentemente os estímulos fiscais adotados pelo Governo começaram a surtir efeito. Se a guerra comercial não se intensificar, o PIB do país deve crescer em torno de +6,3% em 2019.

A Zona do Euro tende a se beneficiar da recuperação da economia chinesa. Recentemente a região reportou dados melhores de consumo, exportação e produção industrial. Apesar disso, a expectativa de crescimento para a região está em torno de +1% em 2019. E os níveis de inflação seguem ainda muito baixos, com expectativa de fechar o ano em +1,2%.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

Principal | Economia | Mapa do Site


Retornar o conteudo | Retornar o menu principal