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Abril

Economia > 2020

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No Brasil o cenário não é diferente, com o agravante do ambiente político sempre muito volátil. Em pleno período de quarentena, no curto prazo de uma semana, tivemos a saída de dois ministros relevantes: saúde e justiça. Sendo que este último ainda assistimos trocas de acusações públicas com o presidente Bolsonaro.

Especulou se que o próximo seria o ministro da economia, Paulo Guedes. O presidente ratificou que na economia quem manda é o ministro, trazendo algum nível de tranquilidade ao cenário local. A confirmação da permanência do ministro da economia aliada à recuperação externa, levou a uma recuperação parcial dos ativos locais.

Paulo Guedes inclusive vem reforçando a importância da retomada da agenda de reformas pós crise. A preocupação com a situação fiscal é crescente, devido ao risco de sustentabilidade da dívida pública. A expectativa é que a relação dívida/PIB salte dos atuais 76% para 92%, até o final do ano.

Os economistas revisaram as projeções para o PIB deste ano, para uma retração da ordem de 6%. Trata se de uma crise desinflacionaria (apesar da valorização do dólar), dado que as novas revisões indicam para uma inflação de 2% em 2020, ou seja, bem distante da meta de 4% e também já abaixo do piso da meta, que é 2,5%. Diante desse cenário, já na primeira semana de maio, o Banco Central cortou os juros em 0,75%, levando para a nova mínima histórica de 3% ao ano.

Internacional:

O cenário ainda é de muita incerteza, mas em alguns países o número de óbitos diário parou de crescer e também começamos a ver a estabilização do número de novos casos do coronavirus. Por outro lado está cada vez mais evidente o custo econômico da paralisação global. Diante desse cenário, alguns países na Europa e também os EUA, estão acenando com medidas de relaxamento do isolamento social, para reabrirem paulatinamente suas economias. A expectativa é que esse processo tenha continuidade ao longo do mês de maio, se não formos surpreendidos por uma nova onda de contágio do vírus.

O imenso esforço fiscal realizado pelos Bancos Centrais e governos mundo afora, com pacotes de compra de títulos públicos e privados, aliado à perspectiva de retomada das economias, fez com que os ativos tivessem forte recuperação no mês de abril. Apesar dessa recuperação parcial, existe a triste certeza que milhões perderão seus empregos e muitas falências ocorrerão nos próximos meses.

Também existe uma preocupação crescente com o nível de endividamento de alguns países e o consequente risco de insolvência. A expectativa é que os países emergentes levem mais tempo para se recuperar, seja por seus governos terem menos recursos disponíveis para esta guerra sanitária, como também pela dificuldade em manter um distanciamento social adequado, devido ao elevado nível de pobreza, trabalho informal e baixo nível de instrução.



Expresso Planejamento Financeiro
Bruno Decourt (21) 2249 4809

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